As Brincadeiras Mais Sem-Noção Já Inventadas




Na minha infância, todos os meninos eram estúpidos! E acredito que ainda o são, pois homem nasceu pra ser estovado! Quando eu era pequeno, não tínhamos videogame e internet como hoje, então se quiséssemos alguma diversão a mais teríamos que inventar nossas próprias brincadeiras. E na maioria das vezes, elas eram violentas e estúpidas. Mas divertidas pra caralho!

Hoje, vou tentar reunir a maioria dessas brincadeiras de antigamente, que hoje ainda podem ser aproveitadas, para matar alguém o tempo.

Hoje não!

O Sub-zero brasileiro aparentemente tinha “Hoje Não” com essa mulher!

O hoje não é uma brincadeira praticada principalmente no interior, onde o risco de ser preso é menor. Ela consiste basicamente em um acordo que é feito entre dois indivíduos que aceitam levar um golpe (voadora, chute, porrada, tiro, etc.) caso ele não veja o outro se aproximando. O único jeito de se livrar da pancada, é encontrar seu amigo, com o qual você fez o “acordo” e dizer: “Hoje não!”, feito isso, você poderá ficar tranqüilo durante todo o dia, pois ele não poderá mais te bater. Genial, não?

Garrafão

Isso deve ter doido mais que brincar de Garrafão!

O Garrafão, é uma brincadeira muito sadia pouco conhecida hoje em dia que funciona assim: É desenhado no chão, uma garrafa de mais ou menos dois metros. No par ou ímpar, era escolhido aquele que iria ficar fora do garrafão, uns 20 metros de distância. Então, os outros ficavam dentro do garrafão e podiam bater o quanto quisessem no que estava do lado de fora (que só podia andar com um pé), se ele conseguisse entrar no garrafão pela boca, ele ganha e ai tem outro sorteio. Resumindo, o único objetivo da brincadeira era arrebentar o seu amigo, e depois falar com a mãe dele que só estavam brincando.

FutPorrada (a.k.a. Futbol Kombat e FightBol)

Claro que essa imagem não mostra a agressividade do FutPorrada, mas o número de envolvidos é quase o mesmo.

Essa brincadeira foi uma das mais divertidas que já brinquei e é muito conhecida, se você nunca jogou FutPorrada, você não teve infância. Sério, era muito bom! Pra quem não conhece, vou explicar como funciona; na verdade essa brincadeira é muito simples, pois só tem uma regra. Vamos lá. Num campo (praça, ou rua) reuniam mais ou menos uns vinte meninos e era colocada uma bola no centro, um deles chutava a bola e então a diversão começava. Se a bola te acertasse você não tinha para onde correr, pois os outros jogadores tinham o DIREITO de te espancar até que você chutasse a bola para outra pessoa. As regras variam muito de cidade pra cidade, e até mesmo de escola pra escola, mas o objetivo era um só: te arrebentar na porrada. O curioso dessa brincadeira era que tinha uns valentões que só entravam na hora da briga e depois saíam, e aí de quem tentasse falar com ele que isso era errado…

Estaque e Deixa

O Estaque e Deixa é um assalto. Só que combinado.

Essa brincadeira não tem um nome certo. Só sei que aqui na minha região era chamado assim: “staki deixa”. Então, o Estaque e Deixa é uma brincadeira que provavelmente foi inventada em alguma cadeia. Sério mesmo! Ela funciona mais ou menos como o Hoje Não; duas pessoas fazem um acordo que é seguinte: não importa o que você estiver segurando, se eu bater e a coisa cair de sua mão e eu tiver falado “estaque e deixa” ela agora é minha. Simples assim. Já perdi dinheiro, caneta, relógio e um monte de coisas praticando o “stake”, mas nunca ganhei nada. Então parei de brincar hehe.

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11 Responses to “As Brincadeiras Mais Sem-Noção Já Inventadas”

  • Jr says:

    Aqui em Curitiba a gente jogava malha, que é mais ou menos como o futporrada descrito ali. Que podia ser jogado com latinha, bola ou qquer coisa chutável, as regras variavam de escola pra escola, eram mais ou menos assim. Um ficava chutando a bola pro outro, se vc errasse o chute, deixasse a bola passar por baixo das pernas.. ou etc.. depende do colégio vc era malhado, ou seja trucidado pelos colegas até conseguir bater no pique. O mais legal era ficar perto do pique pra dar a porrada final ou segurar o cara a milimetros do pique ahuhuauha

  • @Jr – Realmente a brincadeira varia muito de região para região. Aqui na minha cidade, muita gente jogava diferente, mas o objetivo era sempre o mesmo: sangue! uhauhha

  • Fábio says:

    O “Estaque e Deixa” eu conhecia como “Bisteca”, para quem estava no acordo, era só bater e falar “bisteca” que se caísse no chão era teu por direito adquirido e assegurado.

  • Tranceman says:

    Eu conheço uma variação do Garrafão. A gente chamava de Bota e basicamente era uma bota desenhada na rua, com os dois times. Se o time de fora conseguisse puxar alguem de dentro, o cara apanhava até conseguir voltar, ou até alguem puxar ele de volta. Eu me lembro da dor…

    FLWS!!!

  • Marcela says:

    O Estaque e Deixa aqui na minha região é conhecido como “Bacatão”.. =)

  • Lindo, de Brasilia says:

    Aqui em Brasilia, na epoca o Colegio Militar, tinha surf no onibus. Um ficava em pe no corredor do onibus. Se numa curva ou freada ele encostasse em alguma coisa, levava porrada de todo mundo ate se equilibrar novamente.

  • Scato says:

    Aqui no sul, pelo menos na minha cidade, o staki era “Tabufe, não te agacha” :P

  • jr says:

    Pô na minha época aqui em BSB futporrada se chamava porradobol, era muito massa…a bola era só um pretexto pra meter porrada…hahahaha

  • Sandro says:

    O “Estaque e Deixa” no Amapá era chamado de “Bate Fica”.

  • TiagoCh says:

    Cuzcuz, era mais uma brincadeira “de época” que tinha um único e exclusivo objetivo, dar porrada… fazia-se um montinho de areia e colocava-se um palito de picolé em pé em cima do monte, cada participante tirava uma “fatia” do bolo (cuzcuz), quem derrubasse o palito apanhava até bater no pique.

  • joão says:

    staki e deixa aki tem duas versões, umas é “meu e teu” tudo que a pessoa tiver na mão tem que dividir a metade, e “só meu” onde tem que dar tudo…. geralmente são usadas as duas simultaneamente e alternando…

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